COMO VIVES?
- Lara
- 10 de jun. de 2024
- 5 min de leitura
Uma reflexão necessária e urgente.

Como temos vividos nossos dias aqui na matéria, enquanto estamos encarnados? Quantos de nós fazem essa reflexão? A maioria das criaturas vive na base do "deixa a vida me leva, vida leva eu…”
Levando a vida de forma indisciplinada e irresponsável, vamos criando algemas de dor e sofrimento para nós, comprometendo-nos cada vez mais com a Justiça Divina. Vamos criando para nós mesmos longos períodos de necessário reajuste perante as Leis de Amor do Criador. É preciso constantemente que lembremo-nos de que somos espíritos eternos, e que nossa vida é um constante ato religioso que envolve todos os aspectos sejam quais sejam como família, trabalho, estudo, relacionamento…
Emmanuel, no livro Vinha de Luz, pela psicografia de Chico Xavier, diz que O homem que já tem a madureza do raciocínio, deve compreender que toda a sua existência é um grande conjunto de negócios espirituais e que a vida, em si, não passa de ato religioso permanente, com vistas aos deveres divinos que nos prendem a Deus.
Nós precisamos aprender a pensar em termos de eternidade, uma vez que somos espíritos imortais, para que ao estarmos no corpo físico, a matéria não nos embace a visão da vida.
Uma existência na matéria, é precioso, porém breve aprendizado para cada um de nós. É na família, no reduto familiar, que conquistamos o privilégio de avançar para diante na jornada evolutiva ou conquistamos a permissão de recapitular as próprias experiências, nos reajustando as leis de amor do criador.
Hoje, pagamos dívidas que contraímos ontem, mesmo que esse ontem seja em outra existência na matéria, por isso é que muitas vezes nos deparamos com obstáculos, dificuldades e compromissos pesados que deixamos em passado distante e que hoje exige de nós a devida atenção para podermos nos reajustar às Leis de Deus.
Por enquanto, o mundo apenas exige testemunhos de fé das pessoas indicadas por detentoras de mandato essencialmente religioso. Os católicos romanos rodeiam de exigências os sacerdotes, desvirtuando-lhes o apostolado. Os protestantes, na maioria, atribuem aos ministros evangélicos as obrigações mais completas do culto. Os espiritistas reclamam de doutrinadores e médiuns as supremas demonstrações de caridade e pureza, como se a luz e a verdade da Nova Revelação pudessem constituir exclusivo patrimônio de alguns cérebros falíveis. - Chico Xavier por Emmanuel
É urgente considerarmos que o testemunho cristão, na transitoriedade do campo de luta humana, é dever de todos os homens, sem distinção. Cada criatura é chamada pela Providência Divina a desempenhar determinados trabalhos espirituais na Terra mesmo com os obstáculos surgindo em nossa caminhada.
E por maiores sejam os obstáculos, devemos procurar doar o melhor de nós, na execução das tarefas que nos cabem no dia a dia.
E se errarmos, devemos estar prontos para recomeçar. Se cairmos, não desanimemos, vamos pensar em nossa condição de criatura humana, falível e imperfeita, e aprender a necessidade de construir em nós mesmos a disposição íntima de reajustar nossas próprias emoções e reerguermo-nos para caminhar sempre adiante.
Pensar que o desenvolvimento do trabalho para o nosso sustento está livre do fator espiritual, é engano desastroso para nós. É em nosso dia a dia, nas menores ações, que construimos um amanhã de dor ou de alegrias. Emmanuel esclarece através de alguns exemplos: O comerciante está em negócios de suprimento e de fraternidade. O administrador permanece em negócios de orientação, distribuição e responsabilidade. O servidor foi trazido a negócios de obediência e edificação. As mães e os pais terrestres foram convocados a negócios de renúncia, exemplificação e devotamento. O carpinteiro está fabricando colunas para o templo vivo do lar. O cientista vive fornecendo equações de progresso que melhorem o bem-estar do mundo. O cozinheiro trabalha para alimentar o operário e o sábio.
Cada um de nós pode se dispor a viver bem, dentro das tarefas a que fomos chamados a desempenhar. Então devemos nos esforçar para cumprir bem nosso papel, e não nos deixar levar pelo desânimo diante das dificuldades que enfrentamos.
Emmanuel diz que em muitos casos, desânimo é ausência de aceitação do que ainda somos, ante a pressa de ser o que outros, pelo esforço próprio nas estradas do tempo, já conseguem ser.
O que precisamos é nos vestir de coragem. Porque coragem é a força que nasce da nossa própria disposição de aprender e de servir. Não vamos fugir dos nossos próprios encargos na vida. Dever cumprido é passaporte ao direito que nós ansiamos por usufruir. Compreendamos que a cada direito que achamos possuir, temos antes um dever a cumprir.
Esforço e disciplina são condições essenciais para alcançarmos a felicidade no campo íntimo. Sem o nosso próprio trabalho para construí-la, não a alcançaremos. Toda realização nobre se levanta na base da perseverança no bem.
Demonstramos melhor entendimento da vida quando compreendemos que devemos viver a própria vida do melhor modo que se nos faça possível, e concedendo aos outros o dom de viver a vida que lhes é própria, como melhor lhes pareça.
Nesse movimento da vida, precisamos também nos compadecer daqueles que, porventura, nos firam sem ficar recordando o fato porque assim exerceremos a bondade sem ressentimento. Tampouco podemos exigir das pessoas a obrigação de seguir o nosso modelo de vida e pensamento. Cada criatura tem o direito de pensar e viver como queira. Lembrando que colhemos sempre o que plantarmos na sementeira da vida.
Devemos aprender a distribuir, por onde passarmos, onde estivermos, otimismo, simpatia, bondade, fraternidade, tolerância, paciência, porque a irritação não nos leva a nenhum lugar bom.
Não vamos perder nosso tempo com lamentações e reclamações inúteis acerca da própria vida. Olhe ao redor, há sofrimentos clamorosos, e nós podemos sempre prestar auxilio mesmo que seja com essa ou aquela migalha de apoio e generosidade. Vamos deixar algum sinal de alegria, onde passarmos.
Quando os problemas do cotidiano estiverem difíceis, ao invés de inconformação ou de azedume, usa a paciência.
Todos os homens vivem na Obra de Deus, valendo-se dela para alcançarem, um dia, a grandeza divina. Usufrutuários de patrimônios que pertencem ao Pai, encontram-se no campo das oportunidades presentes, negociando com os valores do Senhor. - Chico Xavier por Emmanuel
Somos somente usufrutuários dos bens do senhor. Não nos esqueçamos de que a morte se incumbirá de interromper-nos o usufruto de qualquer regalia humanas que pensamos possuir. O que contará será, não o tanto de riqueza material que possuímos, ou os títulos, mas o que nos levará à luz ou às sombras será a aferição dos valores ou dos prejuízos que nós tivermos angariado em favor ou desfavor de nós próprios.
Aprendamos a receber a aflição e a dificuldade com o entendimento de que são provas necessárias ao nosso aprimoramento. E, enquanto estivermos passando pelas nossas próprias aflições, aprendamos a aliviar as aflições e as dificuldades dos outros; e, sempre que pedirmos auxílio, continuemos auxiliando; quando rogarmos o socorro do Céu, façamos isso socorrendo aos que nos rodeiam na Terra, porque, como diz Emmanuel, entre os panos do berço e os panos do túmulo, desfrutas simplesmente um dia curto no tempo ilimitado, dentro da vida imperecível, baseada na justiça perfeita e no amor sem fim.
Emmmanuel nos alerta que em razão desta verdade, meu amigo, vê o que fazes e não te esqueças de subordinar teus desejos a Deus, nos negócios que por algum tempo te forem confiados no mundo.
Então, como vives?
Deixo para nossas reflexão um lindo poema de Jair Presente psicografado por Chico Xavier no livro Bazar da Vida, intitulado Viver em paz.
Se queres viver em paz,
Segue os princípios do bem.
Atende ao próprio caminho,
Não penses mal de ninguém.
Ama a tarefa que tens
E o dever que ela te aponta;
Sobre os problemas dos outros,
Não formam em nossa conta.
Não guardes ideias tristes
Entre as lembranças que levas,
O sol atravessa a noite
Sem alterar-se nas trevas.
Se alguém te ofende, perdoa,
Seja na rua ou no lar,
Todos nós, perante a vida,
Somos capazes de errar.
Quanto ao mais, confia em Deus
E anota esta lei segura:
Cada pessoa se vira
Sob aquilo que procura.
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